A estadia em casa foi curta (cerca de 15 dias) e começou a ser penosa.
Quase não saía de casa, comer era missão impossível e estava a emagrecer a olhos vistos, começou a ficar cabisbaixo e a não reagir nas conversas.
Todos os dias, depois do trabalho, ia ter com ele e ficava por lá cerca de uma hora. Sempre na esperança de o ver melhor. Nunca aconteceu.
Num sábado em que decidimos levar a M à praia, o meu avô piora e é levado pela minha mãe às urgências. Já não saiu do Hospital. Ficou internado no SO até ser transferido (supostamente para fazer um exame) para o Hospital de Sta Maria.
Está lá desde a passada 3.ª feira.
O dia da transferência e o seguinte foram agonizantes para o meu avô. Não o prepararam para o que ia acontecer e ele sentiu-se perdido, sem rostos familiares, não sabia onde estava, de tal maneira que começou a alucinar. Não conhecia o meu pai nem a minha mãe e falava de pessoas que nem estavam lá.
Hoje, fui vê-lo, só hoje consegui.
Gostei de estar com ele, falámos imenso, viu fotos da M e brincou como já não o via brincar à algum tempo.
Tive a sensação de que não passava tudo de um pesadelo.
Não me posso fixar nisto pois a doença que o apanhou é fatal, é tudo uma questão de tempo, mas como já disse antes, mais vale a qualidade de vida que agora possa ter do que viver muito e em sofrimento.
Não sei se já te disse, mas amo-te muito avô Tino!!
Amanhã estou contigo outra vez.
Beijinhos grandes
09 agosto 2008
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