Lilypie Fourth Birthday tickers

27 julho 2008

O meu avô Tino

Como em tudo na vida, gosto de começar pelas coisas negativas...
Depois de um internamento de 26 dias no Hospital Distrital, o avô Tino regressou a casa com um diagnóstico bastante negro.
Neoplazias ocultas que derivaram em diversos órgãos afectados.
Segundo os médicos, a situação é mesmo muito grave, não há nada a fazer senão esperar e dotar o avô da melhor qualidade de vida possível. Nem sequer quimio, radio ou mesmo medicação, é esperar que não tenha dores e que consiga comer qualquer coisa.
Estamos em constante sobressalto.
A tristeza apoderou-se de todos nós, que somos tão poucos (basta sermos todos filhos únicos).
Mil e uma ideias já passaram pela minha mente: a Marta não crescer com o Bisa a seu lado, ele não a ensinar a andar sem rodinhas na bicicleta como me fez a mim, não a acompanhar religiosamente ao desporto escolhido como fez comigo, não lhe ensinar a vida no campo e todas as actividades da sua vida de trabalho e um sem número de outras coisas.
Mas de tudo isto, tenho de me concentrar no facto de que já tiveram excelentes momentos juntos, que se amam imenso e que vão estar juntinhos até que seja possível, pois se a doença se agravar muito e o meu avô deixar de ter qualidade de vida, vou questionar a presença assídua da Marta junto dele. Eu sei lá o que pensar...
Sei que estou muito triste, sei que estou muito vazia por dentro, sei que queria que ele fosse eterno. Este foi o principal choque para mim, afinal o meu querido avô não é imortal, afinal ele também fica doente e também é internado no Hospital.
Amo-te e quero estar contigo até ao fim, seja daqui a um mês ou daqui a uns anos.
Todas as noites rezo por ti.
Beijinhos triste...

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